#85 E quando a busca no Google não gera clique do usuário?

Como o Google utiliza o conteúdo dos sites para monetizar nas buscas.

#TBT de hoje é a edição #53 sobre o que é preciso para se transformar em um profissional de B.I.

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Deparei-me com o post de Leonardo Cruz, coordenador de SEO na Zoly, sobre uma pesquisa de Rand Fishkin (em inglês) sobre como boa parte das buscas (quase 65%) no Google não resultam em nenhum clique.

Na pesquisa, Fishkin utilizou dados do SimilarWeb para recortar o ano inteiro de 2020 e juntou desktop com mobile. Quando separamos por dispositivo, no mobile cerca de 77% das buscas resultam em nenhum clique.

Outro dado interessante publicado no Meio & Mensagem mostra que 45% dos brasileiros afirmam que se contentam com as informações já mostradas na página de busca, ou seja, não precisam clicar em nenhum link para ter a informação que precisa.

Nesse artigo da Search Engine Roundtable (em inglês), o autor questiona se buscas como cálculos matemáticos (ex: 5+5), informações específicas (ex: quantos anos tem o Silvio Santos?) ou temperatura (ex: vai chover amanhã em São Paulo?) deveria resultar em cliques. Mas o ponto mais importante de discussão é que

o Google está utilizando informações dos sites para monetizar em seus anúncios.

Por exemplo, se você buscar por “qual o melhor teclado para home office” no Google, vai aparecer anúncios do Google Shopping e uma lista de teclados de um site, além de uma lista de perguntas mais associadas com esse tema. Ou seja, sem precisar clicar em nenhum site, o usuário já tem a resposta para sua busca e também respostas de dúvidas que possivelmente podem surgir sobre o assunto.

O Google estrutura a informação que veio de um site indexado, imprime anúncios para o usuário e não gera clique do usuário para o site (onde está a origem da informação). Conforme Leonardo Cruz pontuou, o Google está ganhando dinheiro com o conteúdo dos sites que indexa e lembra que a Wikipedia planeja cobrar das gigantes (Google, Apple, Facebook e Amazon) o uso das informações do site nos buscadores e assistentes de voz, pois já percebeu que elas utilizam seu conteúdo para aprimorar as inteligências artificiais ou para fornecer informações em troca de dados ou anúncios.

Apesar de que, a cada ano, aumenta-se o número de buscas no Google, essas mudanças nos resultados de buscas tendem a desestimular o usuário a clicar nos links, ocasionando quedas no tráfego orgânico para os sites. Então não se espante que visitas vindas do Google caiam cada vez mais nos próximos meses e anos nos seus sites ou dos clientes/projetos.


NOVIDADE DA SEMANA

Facebook anuncia a descontinuidade do Facebook Analytics para junho de 2021

Calma, não é o Facebook Insights que temos nas páginas e sim o painel de dados sobre a implementação do pixel no site ou SDK nos aplicativos. É uma versão parecida e bem reduzida do Google Analytics, mas do lado do Facebook. Veja aqui para saber como acessar e o que há de informações.

No anúncio oficial, não dão muitos detalhes do motivo dessa descontinuidade. Mas deve ser por conta das restrições impostas pelo Google Chrome e Apple para rastreamento de dados de terceiros. Como o Facebook pixel/SDK será diretamente afetado, os dados que poderão ser mostrados no Facebook Analytics serão escassos, não compensando a manutenção.

A ferramenta será descontinuada a partir do dia 30 de junho de 2021.

Vi no tweet da Taís Oliveira.