#107 Investimento publicitário brasileiro no primeiro semestre de 2021

Qual foi o crescimento em cada meio em comparação com o início da pandemia em 2020.

#TBT é a edição #83 que mostra o investimento publicitário brasileiro em 2020 e como a pandemia impactou o resultado.

Tradicionalmente, o CENP-Meios divulga o investimento publicitário no Brasil todo trimestre, semestre e ano. No primeiro semestre de 2021, foi registrado 7,36 bilhões de reais investidos por 234 agências mapeadas pelo CENP. Isso representa um crescimento de 29% em comparação com o primeiro semestre de 2020, porém, foram 213 agências consultadas na época.

Entre os meios, o crescimento mais expressivo comparado com 2020 foi a Internet, onde saltou de 1,27 bilhões para 2,07 bilhões, alcançando 28% do share de investimento entre os meios, o maior resultado desde o início dos levantamentos. O único meio que não apresentou crescimento de investimento foi a Revista.

Ainda afetado pela pandemia, o Cinema registrou um crescimento de 38% em comparação com 2020, totalizando 18 milhões de investimento. Mesmo perdendo share para a Internet, a TV Aberta também apresentou crescimento, saltando de 3,1 bilhões para 3,9 bilhões.

Vale ressaltar que estamos ainda atrás dos valores do primeiro semestre de 2019, onde foi faturado 8,20 bilhões (11% maior que 2021). Mas pouco a pouco o mercado vai retomando o ritmo e já vimos que o digital vai manter seu crescimento herdado da pandemia.


NOVIDADE DA SEMANA

Apenas 14% dos trabalhadores brasileiros em home office gostariam de voltar presencialmente ao escritório

Segundo uma pesquisa da Faculdade de Economia de Administração da Universidade de São Paulo (FEA - USP) e da Fundação Instituto de Administração (FIA), 73% das pessoas em home office estão satisfeitas com esse modelo de trabalho e 78% delas gostariam de manter essa rotina mesmo após o fim da pandemia, sendo que em agosto do ano passado esse número era 70%. Já os que querem voltar ao trabalho presencial diariamente caíram de 19% para 14% em um ano. Ou seja, vemos que muita gente está gostando cada vez mais desse modelo remoto.

Por outro lado, o maior problema é a sobrecarga de trabalho feito em casa: 45% das pessoas trabalham acima de 45 horas por semana em casa, com 6% destes chegando a ter jornadas semanais superiores a 70 horas. Aqui vejo que muitas empresas tentaram adaptar as rotinas presenciais para o remoto e isso acarreta em muitas reuniões e formatos não adequados para um trabalho remoto.

Estima-se que 11% dos trabalhadores ainda estão atuando remotamente e percebemos o recorte social: a maioria é feminina (56,1%), branca (65,6% são brancos e brancas), com Ensino Superior completo (76,6%) e majoritariamente no setor privado (63,9%).

Vi no The Brief